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25 de março de 2011

Economista apresenta análise de conjuntura na reunião do Conselho Permanente da CNBB

Economista apresenta análise de conjuntura na reunião do Conselho Permanente da CNBB
A economista e socióloga, Tania Bacelar de Araújo, apresentou, no dia 23, a análise de conjuntura que marcou o início da reunião do Conselho Permanente da CNBB, na sede da Conferência, em Brasília (DF). Convidada pelo Conselho, a economista fez uma leitura da realidade a partir da economia.
Bacelar destacou as “mudanças e permanências do Brasil recente”. Para a economista, há uma mudança de perfil e localização da população. “A demografia brasileira está mudando rápido: cai o número de nascimentos e aumenta a expectativa de vida. Em 2020 os brasileiros de 50 anos serão em maior número que os de 15”, explicou.
A urbanização foi outro aspecto acentuado por Bacelar. “O Brasil pulsa nas cidades médias e pequenas. A urbanização acentua o padrão atual de crescimento de cidades médias e pequenas, com redução do ritmo da migração para as metrópoles e para o litoral”, sublinha.
Outra mudança apontada por Bacelar está na economia com o crescimento da produção e do consumo. “O Brasil é, hoje, um celeiro de políticas sociais bem construídas. Com isso elevou a renda das famílias e, daí, a demanda popular por bens modernos. O brasileiro não faz conta da taxa de juro, mas do tamanho da prestação”, disse.
Segundo a economista, a melhora dos indicadores sociais no país é resultado não só do programa Bolsa Família, mas também pelo ganho do salário mínimo. A agricultura familiar mereceu elogios da economista. “O apoio à agricultura familiar passou de R$ 2 bi/ano para R$ 15 bi/ano. Há um pedaço de elite acadêmica e política que não quer apostar na agricultura familiar, mas na agricultura patronal”, criticou.
Bacelar destacou, ainda, a diminuição da desigualdade e a ampliação do ensino superior no país. A economista apresentou, também, três áreas em que o Brasil ainda não mudou: educação básica, estrutura fundiária e consciência ambiental onde prevalece “uma visão patrimonialista”.

21 de janeiro de 2011

Brasileiros são os mais confiantes sobre a economia

Brasileiros são os mais confiantes sobre a economia, diz estudo
Os habitantes de economias emergentes são muito mais confiantes sobre suas perspectivas financeiras do que os habitantes de economias avançadas, com 78 por cento dos brasileiros otimistas em comparação a apenas 4 por cento da população francesa.
Dos 24 países pesquisados pelo Ipsos, os cidadãos do Brasil foram claramente os mais confiantes sobre a força da economia nos próximos seis meses.
A Índia ficou em segundo lugar, com 61 por cento de otimismo, seguida pela Arábia Saudita, com 47 por cento, de acordo com a sondagem "Pulso Econômico do Mundo", conduzida em dezembro.
Depois de França, os países menos otimistas foram Japão, Hungria e Grã-Bretanha, alimentando questionamentos sobre os hábitos de consumo de longo prazo de seus cidadãos.
"As pessoas não estão pessimistas como estavam em 2009. Mas há apenas uma confiança morna neste momento", disse Cliff Young, analista do Ipsos Public Affairs, em referência à confiança global.
O panorama da economia global será o principal tema na agenda do Fórum Econômico Mundial em Davos, que acontece entre 26 e 30 de janeiro.
A Alemanha, cuja economia teve, em 2010, o maior crescimento desde a reunificação, foi a nação mais otimista da Europa. Mesmo assim, apenas 27 por cento dos alemães acredita que a economia irá se fortalecer mais. Apesar da recuperação econômica, o gasto dos consumidores alemães continua baixo.
A pesquisa do Ipsos, realizada mensalmente, também mostrou que o otimismo alemão caiu 8 pontos em dezembro. A Rússia viu uma queda semelhante.
No agrupamento por regiões, a mais otimista foi a América Latina, com 52 por cento. As nações do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) registraram 50 por cento de otimismo, enquanto Oriente Médio e África viram uma taxa de 32 por cento. A Europa foi a região mais pessimista, com 16 por cento.
A pesquisa foi realizada entre 10 e 20 de dezembro, com cerca de 19 mil pessoas.
* Fonte: Reuters