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2 de agosto de 2012

IFS sediará centro de formação de treinadores de cães-guia do Nordeste


IFS sediará centro de formação de treinadores de cães-guia do Nordeste

A comunidade acadêmica do Instituto Federal de Sergipe (IFS) acaba de receber a notícia de mais uma importante conquista. É que a proposta enviada à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) foi aprovada e a instituição será sede regional de um Centro Tecnológico de Cães-Guia.
O principal objetivo do centro é a formação de treinadores e instrutores de cães-guia, além das conhecidas duplas, formadas por pessoas com deficiência visual e cães. A sede do núcleo em Sergipe será implantada no IFS - Campus São Cristóvão, em uma área de 30.000 metros quadrados.
Segundo o reitor do IFS, Ailton Ribeiro de Oliveira, o instituto, através da Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão (Propex), já vinha propondo diálogos a respeito da implantação do centro regional e buscando parcerias nessa iniciativa. “Além de elaborarmos a proposta de criação do centro, já participávamos de diversas discussões com associações de pessoas com deficiência. Ser sede de um projeto como esse é motivo de orgulho para toda a nossa comunidade”, afirma.
A iniciativa é parte do projeto ‘Viver sem Limites’, lançado pelo Governo Federal em 2011, que tem como um dos objetivos a implantação de cinco centros tecnológicos de formação de instrutores e treinadores de cães-guia, distribuídos em cada uma das regiões brasileiras.

Implantação
Nesta fase, o IFS está finalizando o projeto pedagógico do curso, assim como as adequações de engenharia e arquitetura necessárias para implantação do centro. Obedecendo a uma das exigências do edital de adesão, o instituto irá liberar dois servidores que irão participar de uma capacitação em Camboriú (SC) durante dois anos, para depois se tornarem multiplicadores do programa no estado.
No dia 7 de agosto, será realizada uma reunião com representantes da SDH, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), de diretores, coordenadores e alunos dos institutos selecionados, além da coordenadora do curso no Campus Camboriú - SC, Márcia Santos de Sousa.
Participam da reunião, representando o IFS, o diretor geral do Campus São Cristóvão, Alfredo Cabral, o chefe do Departamento de Relações Institucionais, Otacílio Cerqueira, e os servidores Silene Gomes e Ricardo Albuquerque, que serão alunos multiplicadores no curso de formação. Na ocasião, serão discutidas questões relativas à implantação do curso, liberação e matrícula de alunos e realização do curso propriamente dita.

Centros
Os centros fazem parte do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Plano Viver Sem Limite, instituído pelo Decreto 7.612 de 17/11/2011, para promover, por meio da integração e articulação de políticas, programas e ações, o exercício pleno e equitativo dos direitos das pessoas com deficiência, tendo como eixos a educação, inclusão, saúde e acessibilidade. Cada centro de formação contará com estrutura física constituída por salas de aula, mini-auditório, administração da unidade, alojamentos, canil, clínica veterinária, maternidade, unidade de descarte e pista de treinamentos.
Em 2007, o governo sancionou a Lei nº 11.126, de 27 de junho de 2005, que assegura à pessoa com deficiência visual, usuária de cão-guia, o direito de ingressar e permanecer com o animal nos veículos e nos estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo. No Brasil existem 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Destas, cerca de 528.624 pessoas possuem deficiência visual, segundo o Censo do IBGE 2010. Somente na região Nordeste são 129.465 pessoas que não enxergam e outras 2.062.990 que têm grande dificuldade de enxergar.

5 de janeiro de 2012

Inscrições para participar de programa da Petrobras já estão abertas

O Instituto Federal de Sergipe (IFS), através da Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão (Propex), inscreve, até o dia 13 de janeiro, para a seleção de estudantes interessados em participar do Programa de Formação de Recursos Humanos (PFRH), através de um convênio firmado entre o IFS e a Petrobras. Serão oferecidas 555 bolsas de permanência no curso, pesquisa e preparação, visando atender a demanda do mercado de petróleo e gás, energia e biocombustíveis.
Podem participar do programa, que terá duração de 48 meses, contados a partir do mês de março, alunos dos cursos técnicos subsequentes e integrados de Eletrônica, Eletrotécnica, Química, Petróleo e Gás e Segurança do Trabalho, do Campus Aracaju; e Eletromecânica, do Campus Lagarto. O candidato deve ter disponibilidade para atuar em projetos de pesquisa com carga horária semanal de 20 horas.
É preciso também estar cursando o 2º período ou concluindo o 1º, no caso dos cursos subsequentes, ou ter concluído o 1º ano de estudos do curso técnico integrado. O aluno deve possuir, ainda, o mínimo de 80% de frequência às aulas, média global de 7,0 e não receber nenhum outro tipo de bolsa de pesquisa ou estudo.
Inscrições
Para efetivar as inscrições, os candidatos deverão comparecer à sala da Propex, das 8h30 às 11h30, 14h30 às 17h30 e das 17h30 às 20h30, munidos de comprovante de matrícula (declaração da Coordenadoria de Registro Escolar - CRE); cópia de RG e CPF, mediante apresentação dos originais; três fotografias recentes em tamanho 3x4; cópia do histórico escolar atualizado; e formulário próprio, devidamente preenchido, que consta no edital de seleção.
A avaliação da documentação dos candidatos pela comissão gestora do programa no IFS será feita nos dias 16 e 17 de janeiro. O resultado preliminar será divulgado a partir do dia 18, o ingresso de recursos pode ser feito no dia 19 e a divulgação do resultado final será feita no dia 20 do mesmo mês.

5 de dezembro de 2011

CURSO DE CARPINTEIRO NO IFS - PROGRAMA JOVEM APRENDIZ

CURSO DE CARPINTEIRO É REALIZADO ATRAVÉS DO PROGRAMA JOVEM APRENDIZ

O Programa Jovem Aprendiz, que está sendo desenvolvido pelo Departamento de Relações Institucionais da Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão (Propex) do Instituto Federal de Sergipe (IFS) desde o mês de julho deste ano, já está rendendo frutos positivos. Prova disso é a realização do curso de Carpinteiro de Obras na modalidade Formação Inicial e Continuada (FIC).
O curso, que teve sua aula inaugural realizada no dia 25 de novembro, tem carga horária total de 160 horas e atende a jovens aprendizes de 18 a 24 anos da rede pública estadual. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Jotanunes Construtora, conta também com a participação da Pró-Reitoria de Ensino (Proen) na elaboração do PPC.


Programa
O Programa Jovem Aprendiz proporciona a formação teórica e prática dos jovens que participam da iniciativa. Assim que o projeto foi implantado no IFS, foi firmada uma parceria com a Empresa Habitacional Empreendimentos Ltda., que beneficiou alunos dos cursos de Edificações, Segurança do Trabalho e Informática. Através do programa, cada aluno recebe da empresa uma bolsa, têm sua carteira de trabalho assinada e a garantia de todos os direitos trabalhistas e previdenciários.
Segundo Otacílio Cerqueira, chefe do Departamento de Relações Institucionais, o programa prevê a execução de atividades teóricas e práticas orientadas, envolvendo alunos do instituto e da rede pública do estado. “Essa ação fortalece a missão social do IFS e o compromisso com a formação profissional dos jovens sergipanos”, diz.

*Fonte: www.ifs.edu.br

17 de outubro de 2011

Brasil quer educação de país desenvolvido em 2022

Brasil quer educação de país desenvolvido em 2022

O Brasil quer chegar a 2022 com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) igual ao de países desenvolvidos, com o analfabetismo erradicado e com oportunidade para todos. Foi o que disse a assessora especial do Ministério da Educação, Linda Goulart. Ela coordena o 1ª Seminário Internacional de Mobilização Social pela Educação, que acontece até amanhã, em Fortaleza, reunindo 500 participantes de todo o País. Entre os palestrantes, estão renomados estudiosos como os colombianos Bernardo Toro e Bernardo Nieto, especialistas em mobilização e reformas educacionais, e Heather Weiss, diretora do Havard Family Research.
De acordo com Linda Goulart, o diálogo pela educação deve ser estendido à sociedade. "É por esse motivo que o MEC está se dedicando a repassar para os agentes que atuam no setor técnicas e experiências de mobilização no sentido de promover a interação entre família, escola e comunidade", explicou.
Segundo ela, o seminário tem como objetivo proporcionar espaço para discussões sobre a importância da participação das famílias na vida escolar dos filhos, bem como de que maneira a colaboração de segmentos organizados da sociedade e os órgãos públicos de áreas correlatas à educação, além das lideranças sociais e religiosas, podem contribuir no processo de melhoria da qualidade da educação.
Hoje, os palestrantes Bernardo Nieto e Márcio Simeone Henriques falaram sobre o tema Comunicação e Mobilização. Nieto definiu e apontou as implicações dos processos de trocas sociais que buscam a mobilização. "A comunicação é fundamental para estabelecermos essas mudanças, porém não pode fazer milagre", comentou. Segundo ele, o "motor fundamental é o impulso criador dos dirigentes". Ele lançou a seguinte pergunta para a plateia, formada por gestores em sua maioria: "Somos impulsionadores ou obstáculos para essas mudanças?".
Já Henriques, professor do Departamento de Comunicação Social da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, da Universidade Federal de Minas Gerais, perguntou: "Que estratégia de comunicação é necessária para envolver o público em temas relativos à Educação?". Segundo ele, a resposta é dada pelo educador brasileiro Paulo Freire: a da coparticipação.

19 de julho de 2011

IEL LANÇA PROGRAMA DE CADASTRO PARA ESTÁGIOS NO IFS

IEL LANÇA PROGRAMA DE CADASTRO PARA ESTÁGIOS NO IFS
O Instituto Federal de Sergipe (IFS), por meio da sua Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão (Propex) e da Diretoria de Extensão e Articulação com a Sociedade (Direx), firmou uma parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL). A iniciativa tem a finalidade de lançar na instituição o programa de cadastro para estágios do IEL, com a instalação de terminais de cadastramento no Campus Aracaju, proporcionando aos alunos mais praticidade e agilidade.
Segundo Otacílio Cerqueira, diretor de Extensão, o cadastramento dos alunos do instituto já vem sendo feito pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), mas os terminais que foram instalados facilitam ainda mais o processo. “A ampliação de oportunidades como essa para os alunos é uma das marcas da atual gestão do IFS, sendo tarefa da Diretoria de Extensão dar apoio a esse trabalho junto ao CIEE”, afirma.
Ainda de acordo com o Otacílio, a ideia é que, em uma próxima etapa, seja viabilizada a instalação de terminais do IEL nos demais campi do IFS. “É importante ampliar essa ação e estimular a prática do estágio entre os estudantes, pois essa é uma forma de exercício da prática profissional, de modo a complementar a aprendizagem, facilitando o ingresso no mercado de trabalho”, defende o diretor.
Iara Menezes, coordenadora do CIEE do Campus Aracaju, afirma que, de janeiro até junho deste ano, já foram assinados mais de 250 termos de compromisso de estágio por alunos do IFS. Dentre esses estagiários, quase 180 já concluíram o estágio e estão diplomados, inseridos no mercado de trabalho, preparados e capacitados para atuar nas mais exigentes empresas.
Mais informações: CIE-E Campus Aracaju: 79-3711-3130 ou DIREX: 79-3711-3204
*Fonte: www.ifs.edu.br

26 de maio de 2011

Dilma suspende "kit anti-homofobia" para escolas

Dilma suspende "kit anti-homofobia" para escolas
A presidente Dilma Rousseff determinou nesta quarta-feira a suspensão da elaboração do "kit anti-homofobia", um material sobre a homossexualidade e o combate à homofobia que seria distribuído em escolas públicas e havia gerado protestos de grupos religiosos.
A polêmica sobre esse material cresceu nos últimos dias, sobretudo depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu que a união civil entre duas pessoas do mesmo sexo é equivalente à união heterossexual perante a lei. Grupos católicos e evangélicos criticaram a decisão judicial e alertaram sobre projetos que, segundo afirmaram, pretendiam "induzir" os adolescentes que estudam em escolas públicas à homossexualidade.
Na quinta-feira passada o ministro da Educação, Fernando Haddad teve reunião com parlamentares da bancada evangélica e disse que a pasta não fará mudanças no material que compõe os kits de combate a homofobia.
Porém, nessa quarta-feira o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse que o governo entendeu que "seria prudente não editar esse material". Carvalho explicou que Dilma tomou sua decisão após conversar sobre o assunto com parlamentares de diversas religiões que criticaram o projeto.
O material estava sendo elaborado por empresas contratadas pelo Ministério da Educação (MEC) e seria distribuído ao final de cursos sobre direitos humanos e minorias que devem ser ministrados para alunos do Ensino Médio de escolas públicas.
Segundo o MEC havia antecipado, o material que estava em preparação incluía vídeos que mostravam como o amor surgia entre dois meninos ou entre duas meninas, além de depoimentos de travestis e transexuais sobre suas vidas e relações amorosas.
Carvalho disse que, após conversar nesta quarta-feira com os parlamentares que se opõem ao projeto, Dilma decidiu ainda que "daqui para frente todo material que versar sobre costumes será feito a partir de consultas mais amplas à sociedade".

25 de março de 2011

Plano Nacional de Educação prevê maior investimento

Plano Nacional de Educação prevê maior investimento
A meta de número 20 do Plano Nacional de Educação (PNE) prevê o aumento de 2% no investimento em educação como proporção do Produto Interno Bruto (PIB). Assim, a educação passará a receber recursos da ordem de 7% do PIB. O objetivo foi defendido pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.
– Estamos falando de R$ 80 bilhões a mais para cumprir as metas do PNE –, explicou Haddad.
Da maneira como foi composto, o projeto de Lei que estabelece o PNE tem vinculação direta entre metas e recursos. Assim, não é possível estabelecer novos objetivos, como por exemplo, o aumento do número de vagas em cursos de educação superior, sem necessariamente aumentar a destinação de recursos.
Haddad defendeu, ainda, que a carreira do magistério seja encarada como uma carreira de Estado. Assim como o piso nacional estabeleceu um patamar em todo o país, os outros componentes da valorização do magistério, como o plano de carreira, também devem ter caráter nacional, segundo o ministro.
Um dos maiores problemas enfrentados pelos profissionais do magistério hoje, disse Haddad, se refere à seleção de profissionais para atuar nas escolas públicas.
– As provas de concurso cobram do docente mais conhecimento sobre a legislação do que sobre conteúdo prático –, relatou.
Para superar o problema, foi assinada portaria que estabelece uma prova nacional para seleção de professores. O documento prevê a criação de um banco de questões que poderá ser utilizado para nortear as seleções feitas em Estados e municípios.

31 de janeiro de 2011

IFS EMPOSSA DE UMA SÓ VEZ MAIS DE 100 SERVIDORES

IFS empossa SERVIDORES
IFS empossa de uma só vez mais de 100 servidores
O dia 18 de janeiro ficará marcado na história do Instituto Federal de Sergipe (IFS). É que nesta data foi realizada a posse coletiva de 102 servidores, número recorde para a instituição.
Os novos servidores, todos aprovados em concurso público, irão compor os quadros dos diversos campi do instituto, além da Reitoria. Tomaram posse profissionais de diversas áreas, como docentes, pedagogos, assistentes administrativos, psicólogos, engenheiros, enfermeiros, administradores, assistentes sociais e contadores.
Em clima festivo, os servidores e seus familiares assistiram a um vídeo institucional, através do qual lhes foi apresentada a Rede Federal de Educação Tecnológica. Dando prosseguimento à solenidade, o reitor Ailton Ribeiro de Oliveira fez questão de dar as boas-vindas aos mais novos integrantes do funcionalismo público federal. “A partir de hoje vocês passam a fazer parte da maior rede de educação profissional e tecnológica já criada neste país”, enfatiza.
Em sua fala, o reitor evidenciou o importante momento por que passa a Educação Profissional e Tecnológica no país. “Quero aqui destacar três pessoas que acreditaram que sem educação não há desenvolvimento: o primeiro é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, homem de visão, acessível e sensível às necessidades da população. Na sequência, o ministro da Educação, Fernando Haddad, que tem investido bastante para que tenhamos no Brasil uma educação inclusiva e de qualidade. Por fim, o secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Eliezer Pacheco, que tem a educação profissional como prioridade máxima”, diz.
Ele ressaltou, ainda, a importância da contribuição de todos os servidores do IFS para o desenvolvimento do estado de Sergipe e do país, como um todo. “Compartilharemos a incumbência de fomentar as transformações socioeconômicas e ambientais tão necessárias para ajudar o instituto a oferecer uma educação de qualidade para toda a sociedade”, destaca.
Sonho realizado
Egresso da casa, Thiago Couto, um dos servidores empossados durante a solenidade, ressalta a importância que a aprovação no concurso teve em sua vida. “Ser convocado foi uma surpresa completa para mim. Quando entraram em contato comigo, eu tinha acabado de ingressar no meu primeiro estágio. Eu nem esparava ser aprovado logo no primeiro concurso que fiz”, diz.
Thiago, que cursou, além do Ensino Médio, o curso técnico de Desenvolvimento de Sistemas no IFS, atualmente está concluindo a graduação em Ciência da Computação na Universidade Federal de Sergipe (UFS). Aprovado para o cargo de Técnico em Tecnologia da Informação, com lotação no Campus Lagarto, ele garante que não vai parar por aí. “Não quero ficar estagnado. Pretendo fazer novos concursos, inclusive aqui mesmo na instituição, para seguir sempre adiante”, declara o novo servidor.
Presenças
Também prestigiaram o evento o diretor do Campus Lagarto, professor Marinaldo Medeiros, o diretor do Campus São Cristóvão, professor Alfredo Cabral, o diretor do Campus Itabaiana, professor José Rocha Filho, o diretor do Campus Estância, professor Luciano de Melo, o diretor do Campus Nossa Senhora da Glória, professor Luciano Santana, a deputada estadual Maria Mendonça, além de servidores e estudantes do IFS.
Fonte: www.ifs.edu.br

30 de maio de 2010

OS INSTITUTOS FEDERAIS E O PROJETO NACIONAL

OS INSTITUTOS FEDERAIS E O PROJETO NACIONAL
Eliezer Pacheco*


A importância da educação na vida de cada um é inquestionável. Ela é, ao mesmo tempo, pressuposto para a compreensão das questões sociais e ferramenta capaz de instrumentalizar o indivíduo para o pleno exercício dos direitos civis e políticos, para a intervenção positiva em favor da melhoria dos modos de existir em sociedade, ou seja, a educação perpassa toda a constituição da cidadania. Gandhi afirmava que “Não existe caminho para a paz. A paz é o caminho”. Isto vale para a educação. Ela é o caminho de todos nós e cabe ao poder público garantir que ela seja universalizada,democrática, de qualidade, sintonizada com seu tempo e contemporânea do futuro.
...Nós somos aqueles que nunca capitulamos. Nós somos aqueles que sonham.

Aqueles que tem a tarefa de construir o futuro.


* Secretário de Educação Profissional e Tecnológica /MEC


Leia a íntegra do artigo: http://wiki.sj.cefetsc.edu.br/wiki/images/6/6b/Artigo_Elizier.pdf

7 de março de 2010

Eleições no Instituto Federal de Sergipe

Eleições no Instituto Federal de Sergipe

O Decreto Federal  nº 6.986, de 20/10/2009 regulamenta os arts. 11, 12 e 13 da Lei no 11.892, de 29 de dezembro de 2008, que instituiu a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e criou os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, para disciplinar o processo de escolha de dirigentes no âmbito destes Institutos. 
É de competência legal do Conselho Superior do Instituto, Órgão máximo, deflagrar os processos da consulta eleitoral. 
Com o mandato do atual Reitor do IFS (antiga Escola Técnica Federal) findo em novembro de 2009, que até o dia 31 de março de 2010 exerce atualmente mandato tampão, serão realizadas eleições em seguida.
Para coordenar as Eleições para Reitor e Diretores-gerais dos campi Aracaju, Lagarto e São Cristóvão do IFS, será eleita no dia 09 de março a Comissão Eleitoral sob a responsabilidade do Comitê Eleitoral criado pelo Conselho Superior, órgão máximo do Instituto.
As inscrições para comissão eleitoral serão no dia 9 de março de 2010 para candidatos a representar professores, técnico-administrativos e estudantes, nas comissões eleitorais dos respectivos campi. A votação será no dia 16 de março, nos três campi.
Logo em seguida será traçado o cronograma das Eleições para Reitor do IFS e dos Diretores-gerais.
O MEC, através da Secretaria de Educação Teconólogia e Profissional, está acompanhando de perto todo o processo que deverá ser completado o mais rápido, pois o mandato tampão do gestor se encerra no próximo dia 31.
Poderão candidatar-se ao cargo de membro das comissões eleitorais de cada campus, os docentes e técnicos administrativos pertencentes ao Quadro de Pessoal Ativo Permanente do IFS e os alunos com matricula regular ativa na instituição. Serão eleitos três representantes docentes, três técnicos administrativos e três discentes por campus e seus respectivos suplentes.

15 de janeiro de 2010

Programa ‘Mais Educação’ vai beneficiar mais de 3 mil alunos em 2010



Programa ‘Mais Educação’ traz benefícios a alunos

“O Programa Mais Educação está trazendo melhorias no processo de ensino aprendizagem”, afirmou a Prof. Inês Cerqueira, diretora da Escola Estadual Ruy Eloy. O Programa vai chegar neste ano de 2010, a 3.093 alunos de 29 escolas da rede pública estadual de ensino da capital e interior do estado. Criado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (MEC) e coordenado no estado pela Secretaria de Estado da Educação (SEED), o programa está em Sergipe desde 2008, quando, na ocasião, seis escolas da rede, todas localizadas na capital, aderiram aos seus critérios. A iniciativa faz parte das medidas educacionais tomadas pelo Governo de Sergipe para elevar os índices educacionais dos alunos da rede pública estadual.

Coordenado pelo Departamento de Educação (DED) da Seed, o “Mais Educação” tem como objetivo ofertar às unidades de ensino, em caráter de prioridade, o ensino integral aos alunos que estejam apresentando alguma dificuldade no processo de ensino aprendizagem. De acordo com o coordenador estadual do programa, professor Manoel Prado, para aderir ao "Mais Educação" a escola tem que apresentar um baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), estar em área de vulnerabilidade social e inserida em regiões com alta densidade demográfica. "Este programa é um valioso instrumento de operacionalização do projeto político pedagógico da escola", disse o coordenador estadual.
Manuel Prado explicou que a ideia central do programa consiste na ampliação dos tempos e espaços educativos fazendo da comunidade onde está inserida a escola uma extensão da sala de aula. "Como o programa foi criado a partir de uma portaria interministerial, sua execução propõe um diálogo permanente entre as ações provenientes dos ministérios signatários. Essa proposição deve permanecer na instância estadual e municipal nessa relação entre os entes federados", explicou.

Avaliação
Na avaliação do coordenador, em todos os casos o “Mais Educação” trouxe melhoria, sobretudo na qualificação da relação dos alunos atendidos com a escola. Segundo Manuel Neto, também foi percebido uma melhoria nos resultados da aprendizagem.
O diretor do Colégio Estadual Governador Valadares, professor José Capitulino, tem se mostrado um dos mais entusiasmados com o "Mais Educação". Ele informou que o programa está contribuindo para melhorar o grau de satisfação entre os alunos. Na Escola Estadual Prof. Ruy Eloy, onde o programa foi implantado em 2009, a comunidade escolar apostou na proposta. Segundo a diretora, professora Maria Inês Cerqueira, a experiência está trazendo melhorias no processo de ensino aprendizagem.
"Este programa, sem duvida, provocará na sociedade brasileira uma discussão a cerca da Educação Integral. Hoje, pesquisadores e profissionais da educação começam a se convencer que o atendimento integral é um caminho seguro para a qualificação do ensino no país. E o mais importante nisso é que Sergipe assumiu o desafio de construir a sua contribuição", ressaltou o coordenador estadual do programa.            

Escolas que aderiram ao Programa


Aderiram ao programa as seguintes unidades de ensino: Barão de Mauá, Augusto Franco, Valadares, Judite Oliveira, Ofenísia Freire e o CAIC Geraldo Sobral, 24 de Outubro, João Alves Filho, Jackson de Figueiredo, José Alves do Nascimento, Rui Eloi, Valnir Chagas, José Rollemberg Leite, Geraldo Oliveira, Presidente Médici, Carlos Camélio Costa, Poeta Garcia Rosa, Acrísio Cruz e Lucila Moraes; Frei Inocêncio; Júlia Teles e João Batista Nascimento; Dom Mário Sivieri; Maria Augusta Ribeiro e Silvio Romero; Gumercindo Bessa, Arabela Ribeiro e Professor Gilson Amado.

14 de maio de 2009

Brasil tem mais de um terço dos analfabetos da América Latina

Considerando também o Caribe, Cuba é o país com o menor índice, apenas 0,2% da população

Dados da Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (Clade) indicam que em todo o mundo vivem 800 milhões de adultos não alfabetizados. Desse total, 35 milhões estão em nações latino-americanas.

O Brasil, país mais populoso da região, também concentra mais de um terço da população analfabeta da América Latina, 14 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever, de acordo com a Pnad 2007, do IBGE.

A Clade é uma rede de organizações da sociedade civil que atua em defesa do direito ao ensino público gratuito e de qualidade.

Segundo o levantamento da Clade, divulgado em 2007, no grupo de países da América Latina e do Caribe, Cuba apresenta a menor taxa de analfabetismo: o problema atinge 0,2% da população. Já na Guatemala, que tem os piores indicadores, o problema afeta quase um terço (30,9%) das pessoas com mais de 15 anos.

Nesse ranking, o Brasil ocupa a 6ª posição, em um total de 19 países. De acordo com a Clade, com um percentual de 11,4% de analfabetos entre a população com mais de 15 anos de idade, a média brasileira fica atrás, por exemplo, dos índices do México (9,1%), Equador (9%), Panamá (8,1%) e Venezuela (7%).

Segundo a Pnad, o índice de analfabetismo entre os brasileiros com mais de 15 anos é de 10%. Para o educador peruano e consultor internacional José Rivero, uma das explicações para a persistência do problema, tanto na América Latina quanto no Brasil, são as grandes desigualdades sociais da região.

“O Brasil é a primeira potência em matéria econômica, mas tem questões de pobreza que são incompatíveis com essa qualidade. Essa bipolaridade tem possibilitado a existência de uma camada muito grande de analfabetos”, analisa.

Confira o ranking do analfabetismo nos países da América Latina e do Caribe:

01. Guatemala: 30,9%

02. Nicarágua: 23,3%

03. Honduras: 20,0%

04. Bolívia: 13,3%

05. Peru: 12,3%

06. Brasil: 11,4%

07. Suriname: 10,4%

08. Paraguai: 9,8%

09. México: 9,1%

10. Equador: 9,0%

11. Panamá: 8,1%

12. Colômbia: 7,2%

13. Venezuela: 7,0%

14. Costa Rica: 5,1%

15. Chile: 4,3%

16. Argentina: 2,8%

17. Aruba: 2,7%

18. Uruguai: 1,9%

19. Cuba: 0,2%

12 de maio de 2009

Estudantes apoiam mudança no currículo do ensino médio

A possibilidade de o aluno do ensino médio escolher parte das disciplinas que quer estudar, flexibilizando o currículo desta etapa, parece animar os estudantes secundaristas.

A proposta foi apresentada na semana passada pelo Ministério da Educação (MEC). O projeto chamado de "ensino médio inovador" está em discussão no Conselho Nacional de Educação (CNE), colegiado responsável por elaborar diretrizes curriculares.

Pesquisas mostram que o atual modelo é desinteressante para os jovens, o que aumenta a evasão e diminui o tempo do brasileiro nos bancos escolares.

Além da possibilidade de o aluno escolher as disciplinas que complementam as básicas, está previsto que o atual modelo da grade curricular, dividido em 12 disciplinas tradicionais, seja dividido em eixos mais amplos como linguagens e ciências humanas. Outra mudança é o aumento da carga horária de 2,4 mil para 3 mil horas/ano e a inclusão de atividades práticas para complementar o aprendizado.

Para Rosa Lúcia Nascimento, professora de História de uma escola pública de Brasília, a possibilidade de um currículo flexível, montado a partir das prioridades do aluno é " fantástica".

– O ensino médio hoje ficou inserido como etapa conclusiva do ensino fundamental. Ele se torna desinteressante porque a gente não consegue aproximar os conteúdos da realidade deles – avalia. Mas ela ressalta que é necessário investir na formação continuada dos professores para que o novo modelo dê certo.

Muitos alunos acreditam que o novo modelo pode aumentar o interesse do aluno pela escola. Eles apostam que o novo modelo vai permitir uma formação mais voltada ao mercado de trabalho.

O projeto do MEC sugere ainda que programas de incentivo à leitura estejam previstos na nova organização pedagógica. Outra orientação é valorizar as atividades artísticas e culturais dentro do currículo.

O CNE vai realizar audiências públicas para discutir o novo modelo de ensino médio. O processo deve ser concluído até julho. Depois dessa etapa, o ministério começará as negociações com os estados, já que o ensino médio é responsabilidade das redes estaduais.

*Agência Brasil

27 de abril de 2009

UNIVERSIDADE ABERTA CHEGA A 14 MUNICIPIOS DE SE

Numa iniciativa do MEC, o Governo do Estado vai instalar até o segundo semestre deste ano 14 polos da Universidade Aberta do Brasil (UAB) em Sergipe. Nove desses polos já começaram a funcionar desde o último dia 18, e mais cinco estão sendo preparados para iniciar as aulas no segundo semestre. Os polos instalados nos municípios de Arauá, Laranjeiras, Japaratuba, São Domingos, Porto da Folha, Carira, Estância, Poço Verde e Nossa Senhora das Dores já deram início às aulas. Os polos de Propriá, Nossa Senhora da Glória, Brejo Grande, Areia Branca e Lagarto estão sendo preparados para receber os novos universitários no segundo semestre.

Os 14 polos da UAB ofertarão sete cursos na modalidade a distância: Física, Química, Biologia, Matemática, Português, Geografia e História, para seis mil alunos aprovados na edição 2008/2009 do vestibular da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

De acordo com o coordenador estadual da UAB, professor Jorge Costa Cruz Júnior, estão sendo investidos recursos na ordem de R$ 3,7 milhões na estruturação dos pólos. O coordenador informou que o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Educação (SEED), em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e prefeituras municipais, pretende expandir o ensino superior para outras localidades do interior sergipano.

O vestibular da UAB atende a alunos concluintes ou egressos do ensino médio e também garante 50% de suas vagas para professores da rede pública que desejam se graduar em algum dos cursos ofertados. São 50 vagas para cada curso de cada um os pólos. Todos têm o mesmo tempo de duração daqueles oferecidos pela UFS na modalidade presencial. Também é igual o método de inscrição no processo seletivo e a forma de certificação dos alunos, completou o professor Jorge Costa.

Os governos federal e estadual investem na estruturação da UAB prevendo a interiorização do ensino superior nas diversas regiões do estado, ressaltou o coordenador da UAB. Ele destacou que a intenção dos parceiros é levar um ensino superior, mas com qualidade.

Interiorização

A instalação das UABs no interior do estado tem mudado o cotidiano da população estudantil. Os nossos alunos saíam daqui para estudar em Penedo (AL). Naquele município a faculdade não é gratuita, e muitos deles não tinham condições de concluir. Hoje eles permanecem aqui na cidade por conta das novas oportunidades. Também recebemos jovens dos municípios circunvizinhos, a exemplo de Itabi, Gararu e até de Alagoas, disse a secretária da Educação de Porto da Folha, Maria José Aragão.

O prefeito de Porto da Folha, Manoel Gomes de Freitas (Manoel de Rosinha), acredita no desenvolvimento do município com a instalação de um pólo da UAB. Essa parceria entre os governos trouxe para o semi-árido sergipano, uma região extramente carente, a oferta de um curso superior para os nossos jovens. É muito gratificante. Só temos que agradecer, disse o prefeito. Em Porto da Folha fazem parte da UAB 500 alunos.

19 de março de 2009

Pesquisa: como o brasileiro avalia a Educação



Apenas 9% dos brasileiros consideram a baixa qualidade do ensino e o fato de os alunos não estarem aprendendo como os principais problemas da Educação no País. É o que revela a pesquisa sobre a Educação Básica Pública no Brasil, realizada pelo Ibope Inteligência para a CNI - Confederação Nacional da Indústria, em parceria com o movimento Todos Pela Educação. De acordo com os dados, os baixos índices de aprendizagem são apontados como o sexto principal problema da Educação no País.
Para os entrevistados, o principal problema da Educação é termos professores desmotivados / mal pagos, que aparece em primeiro lugar, na opinião de 19% dos entrevistados. Logo em seguida está a falta de segurança / drogas nas escolas, que é apontado por 17%. Para 15%, o maior problema é a falta de escolas; para 12% o número de professores é insuficiente; e 11% acreditam que os docentes estão desqualificados / despreparados. Outro ponto de destaque no levantamento é que 0% dos entrevistados considera a falta de participação dos pais como principal problema da Educação.

Na avaliação do presidente executivo do Todos Pela Educação, Mozart Neves Ramos, questões emergenciais como a violência, a falta de vagas ainda são mais perceptíveis, do que as estruturais, como o aprendizado. Segundo ele, essa percepção ainda é um reflexo da baixa escolaridade no Brasil, “acredito que essa demanda deve aumentar no futuro, sobretudo porque o grau de escolaridade está crescendo e, com isso, as futuras gerações serão mais críticas e sensíveis à questão da qualidade do ensino”.

A oficial de Educação do Unicef no Brasil, Maria de Salete Silva acredita que, apesar de a questão da aprendizagem aparecer em apenas sexto lugar, os cinco primeiros problemas apontados na pesquisa estão relacionados à qualidade da Educação, com exceção da violência. “Os resultados demonstram, sobretudo, que a sociedade está sensível à questão da desvalorização dos professores, de certa forma a população está olhando para o ator fundamental: o professor”, explica.

Questionados sobre a evolução da qualidade da Educação Básica, 60% dos entrevistados afirmam que ela está melhorando, 13% considera o ritmo da melhora acelerado e para 47% os avanços ocorrem lentamente. Ainda segundo a pesquisa, 41% da população classifica a Educação Básica pública como ótima ou boa. Na região Sudeste, a mais critica do País, esse percentual é de 32%, no Norte / Centro-Oeste 40%, no Nordeste 46% e no Sul a avaliação positiva chega a 54%.

No interior, a percepção sobre a Educação é mais positiva do que nas capitais e periferias. Quase 50% dos entrevistados do interior avaliam o ensino como ótimo ou bom, na periferia esse percentual cai para 31% e chega a 27% nas capitais. Quanto maior o município, mais a população é crítica em relação à qualidade do ensino.
Nas cidades de até 20 mil habitantes, 56% avaliam a Educação Básica como ótima ou boa; para aquelas cuja população está entre 20 mil e 100 mil o percentual cai para 44%; e naquelas com mais de 100 mil habitantes a avaliação positiva chega a 33%. De acordo com Maria de Salete, essa diferença de avaliação talvez ocorra porque no meio urbano há uma melhor compreensão do que é considerado qualidade. “Isso pode estar relacionado ao fato de nas zonas urbanas haver um repertório maior de comparação, devido ao acesso à informações e à maior facilidade em dar continuidade aos estudos” afirma consultora do Unicef.

Os números indicam, também, que quanto menor a renda familiar do entrevistado, melhor é a avaliação dele sobre a Educação: 55% das pessoas com renda familiar de até um salário mínimo consideram a Educação ótima ou boa. Para aqueles com renda entre um e dois salários mínimos, esse percentual é de 46%; entre os de mais de dois e até cinco salários, 34%. Entre a população com renda familiar superior a dez salários, a satisfação cai para 17%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 05 e 08 de dezembro de 2008 e ouviu 2002 eleitores com 16 anos ou mais em 141 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Quase metade dos brasileiros não está satisfeita com sua escolaridade
A pesquisa também revela que quase a metade dos brasileiros, 45%, está insatisfeita com seu nível de escolaridade. O que pode indicar uma grande demanda potencial por mais oportunidades de Educação. Vale destacar que 56% das pessoas que concluíram até a 4ª série do Ensino Fundamental estão insatisfeitas com a sua escolarização e entre os que concluíram esta etapa de ensino o percentual é de 52%. Já entre aqueles que concluíram o Ensino Médio a insatisfação é de 41%.

Sobre a atuação no mercado de trabalho, 35% dos entrevistados afirmam estar insatisfeitos em relação à sua qualificação para atuação em sua área profissional. Para aquelas pessoas com escolaridade até a 4ª do Ensino Fundamental esse percentual chega a 40%.

Além disso, cerca de 1/3 dos brasileiros com escolaridade até a 4ª série do Ensino Fundamental não exclui a possibilidade de voltar a estudar nos próximos dois anos. Entre aqueles que concluíram o Ensino Fundamental esse percentual é de 55% e entre aqueles com Ensino Médio esse número é de 78%. E dentre os que excluem a possibilidade de estudar novamente, 29% aponta a falta de tempo como o principal argumento para não voltar às salas de aula e 12% acredita não ter recursos suficientes para voltar a estudar.

Para a diretora executiva do Instituto Paulo Montenegro, Ana Lúcia Lima, “a pesquisa demonstra que quase a metade dos brasileiros tem consciência das limitações impostas por uma escolaridade insuficiente e há uma grande disposição para voltar a estudar”. Ela acredita que criar oportunidades efetivas para que isto aconteça é um desafio que deve ser assumido por toda a sociedade.