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6 de julho de 2012

Dependência química é a escravidão do século 21, diz ministra durante evento no Acre


Ao participar da solenidade de assinatura do pacto de adesão do estado do Acre ao programa de enfrentamento ao Crack e outras drogas, em Rio Branco, a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), destacou que o intuito do programa é assegurar que usuários de drogas não sejam tratados como criminosos, mas sim como dependentes químicos. A solenidade de adesão do estado ao programa “Crack, é possível vencer”, ocorreu nesta segunda-feira (3), na capital acreana.
“Este programa surgiu porque a presidenta Dilma Rousseff atendeu ao clamor de milhares de mães desesperadas, que sem ter alternativas para salvar seus filhos das drogas, chegam a acorrenta-los em casa para não perde-los para o crime organizado. A dependência química no Brasil esta recrutando cada vez mais escravos”, afirmou a ministra. O estado do Acre é o quinto do país a aderir ao plano, que deverá investir R$ 4 bilhões até 2014.
Ao falar dos três eixos de atuação do programa: cuidado; prevenção e autoridade, a ministra conclamou os gestores de todos os municípios do estado para que juntos articulem políticas de atendimento aos usuários de drogas. “Temos metas de combate e prevenção às drogas. Vamos cumpri-las com determinação e para isso precisamos do apoio de todos, dos gestores, da sociedade, do judiciário, do Ministério Público estadual, dos profissionais de saúde, dos educadores, das entidades ligadas à causa e da sociedade como um todo. Se agirmos de forma integrada, com certeza conseguiremos vencer essa batalha e promover a reintegração social desses dependentes químicos”, disse.
Presente na solenidade, o governador do Acre, Tião Viana, ressaltou a importância das ações previstas no plano para enfrentamento às drogas e de defendeu o enfrentamento à impunidade entre os traficantes de drogas. O governador ressaltou que o estado do Acre, por fazer fronteira com outros dois países, é a principal rota do tráfico internacional de drogas no Brasil. “A droga e maior problema do mundo. Precisamos de todas as frentes preparadas e fortalecidas para combatermos o trafico e dar atendimento aos usuários. Estamos determinados a superar todas as barreiras e atender às metas estabelecidas pelo programa”, destacou.
Na ocasião, a ministra Maria do Rosário e a Secretária Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Regina Miki, foram agraciadas com a medalha Dom Pedro II, a mais alta comenda do Corpo de Bombeiros Militar do Acre. A medalha foi concedida à ministra como referência ao seu histórico trabalho em favor da vida humana e na defesa dos direitos humanos, ação semelhante ao trabalho realizado cotidianamente pelos bombeiros de todo o País.
Leitos hospitalares – Pouco antes da solenidade, Rosário participou da inauguração de 16 leitos para o tratamento de dependentes químicos no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). Acompanhada do governador do Acre, Tião Viana, a ministra conversou com profissionais de saúde e com pacientes do hospital. Rosário parabenizou a iniciativa e disse que o estado é um exemplo a ser seguido em todo o país. 
A adesão ao plano tem como objetivo ampliar a oferta de tratamento de saúde e atenção aos usuários de drogas, enfrentar o tráfico e as organizações criminosas e ampliar atividades de prevenção. Com o atendimento à saúde, o plano também prevê a qualificação de profissionais que atuem diretamente no tratamento dos dependentes químicos.
Assessoria de Comunicação Social 

26 de junho de 2012


Dicas para manter os filhos longe das drogas
Educador social dá dicas para manter os jovens longe do universo das drogas

Fique atento às companhias do seu filho
O jovem Marcos passou quatro anos de sua vida usando e vendendo drogas. Depois de ver todos seus amigos morrerem, ele decidiu mudar: se formou na faculdade de letras e virou educador social. Hoje, ele orienta jovens a não se envolverem com entorpecentes. "Meus quatro anos no tráfico me ensinaram o que pode manter os jovens longe das drogas", conta.
Abaixo, Marcos dá dicas preciosas para ajudar você a proteger seus filhos. Confira:
É essencial estar presente no dia a dia do seu filho
"Os estudantes que tinham mais diálogo com os pais eram os que menos aceitavam minhas ofertas", relata Marcos. Converse com seus filhos sobre o universo das drogas. Os jovens têm curiosidade pelo que é desconhecido.

Não fale do assunto em tom de bronca ou sermão
Converse sobre o assunto naturalmente e conte que os efeitos são enganosos e podem prejudicá-los. Mostre que você é o melhor amigo do seu filho.

Indique filmes sobre o tema
A indicação do educador é: O Bicho de Sete Cabeças, da diretora Laís Bodanzky, e O Diário de um Adolescente, de Scott Kalvert, que retratam a realidade de um dependente químico.

Dê livros que mostrem o universo dos usuários e traficantes
Ele recomenda: Capão Pecado e Manual Prático do Ódio, de Ferréz; O Abusado e Rota 66, de Caco Barcellos; e Falcão - Meninos do Tráfico, de Celso Athayde. Também incentive seu filho a ler livros em geral.

Estimule a autoestima do seu filho
Se ele souber que substâncias tóxicas são capazes de prejudicar a aparência do seu corpo, o amor-próprio e a vaidade podem afastá-lo das drogas. Também é importante incentivá-lo a praticar algum esporte.

Fique atento ao comportamento e às companhias dele
As drogas tornam os jovens mais agressivos e arredios. Por isso, fique atento às companhias do seu filho. Se possível, conheça os pais dos colegas dele.

Preste atenção no namoro
Muitos jovens entram nas drogas influenciados pelo namorado(a). Ao conversar sobre o assunto, oriente seu filho a escolher uma pessoa do bem. Diga a ele para fazer a seguinte reflexão: "Meu parceiro quer o meu bem?".

Incentive seu filho a ajudar as pessoas
Ele pode colaborar com os afazeres da casa ou na organização de atividades na escola. Isso vai estimular seu senso de responsabilidade.

Mostre que os atos dele têm consequências
Explique para seu filho que toda ação terá uma reação. Por exemplo: "Se eu roubar um carro, posso ser preso". Ou: "Se eu usar drogas comprometo minha saúde".

3 de fevereiro de 2012

Brad Pitt largou maconha para dar foco à carreira

Brad Pitt largou maconha para dar foco à carreira

Brad Pitt revelou que deixou de fumar maconha no final dos anos 1990 pois ficou "enojado" com o próprio habito, por conta do qual não estava mais "participando da vida". O ator de 48 anos deu uma entrevista ao jornal inglês "The Guardian" sobre o bom momento de sua carreira.
Pitt este ano voltou a ser indicado ao Oscar, dessa vez como ator e produtor do filme "O homem que mudou o jogo", que disputará seis estatuetas. Ele também estrela "A árvore da vida", que concorre em três categorias - entre elas melhor filmes, nos dois casos. Mas Pitt admite que o final dos anos 1990 foi um ponto de virada, quando ele já havia se tornado uma das principais estrelas de Hollywood e precisava de mais foco para garantir uma carreira de sucesso.
"Eu fumava muita maconha. Era profissional nisso. Não estava participando da vida", afirma o ator, "Estava me transformando em uma rosquinha, um molusco. Fiquei enojado com aquilo."
Naquela década Pitt fez alguns dos filmes que ajudaram a consolidar sua carreira, como "Seven", "12 macacos", "Sete anos no Tibet" e "Clube da luta". Por outro lado, participou de produções menos elogiadas, como "Encontro marcado", Lendas paixão" e "Entrevista com o vampiro", no qual considera ter sido mal escalado.
"No fim cheguei a simples conclusão que eu queria fazer coisas e fazer parte de histórias pessoais e para as quais eu pudesse agregar valor", argumenta, "Então consegui essa oportunidade, de contribuir com o zeitgeist do cinema."
A carreira de ator já dura 20 anos, desde que ele deixou Springfield, no Missouri, para trabalhar em Hollywood. Começou juntando dinheiro em comerciais e teve sua primeira chance graças a um pequeno papel "Thelma & Louise", de Ridley Scott. As outras indicações de Pitt foram para ator coadjuvante por "12 macacos" e ator por "O curioso caso de Benjamin Button".

17 de junho de 2011

Plebiscito sobre legalização ou não da maconha

Deputado quer plebiscito sobre legalização ou não da maconha
O deputado federal Fernando Franceschini (Paraná) pretende começar na próxima semana, pela Câmara dos Deputados, a coleta de assinaturas para que seja realizado um plebiscito sobre a legalização da maconha no Brasil. "Nós temos uma posição contrária, mas o plebiscito é importante para encerrar de vez essa questão", afirmou. Ele foi um dos cerca de 1,5 mil participantes, segundo os organizadores, de uma caminhada pelo calçadão da Rua 15 de Novembro, em Curitiba, na abertura da 3.ª Semana Antidrogas de Curitiba, promovida pela prefeitura.
Chamado de "Louco pela Vida! Drogas Tô Fora", o evento contou com a presença de servidores municipais, policiais militares, policiais do Exército, Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política, além de organismos não-governamentais e representantes de clínicas para dependentes químicos. O secretário Antidrogas de Curitiba, Hamilton Klein, disse que a caminhada já estava marcada desde o ano passado e não tem ligação com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de liberar as manifestações favoráveis ao consumo de maconha.
Entretanto, ele se colocou como um dos críticos nessa questão. "Essa decisão é digna do programa dos Trapalhões", afirmou. "Agora qualquer maluco poderá pedir a legalização de marcha pelo nazismo, pelo racismo, pelo estupro, já que decidiram que a liberdade de expressão é irrestrita." No entendimento de Klein, o STF "será obrigado a voltar atrás pela pressão da população". O secretário adiantou que durante toda a semana serão realizadas atividades em praças e parques da cidade.
Representante da Campanha Nacional contra a Legalização da Maconha, Marisa Lobo disse que a preocupação é com os adolescentes. "Ele está exposto, não tem o poder de escolher, a droga vai a ele", afirmou. "Com a legalização, haverá mais oferecimento nas portas das escolas." Para ela, a decisão do STF é uma oportunidade para colocar a discussão sobre as drogas nas ruas. "Nós queremos discutir mesmo, porque não é uma questão social ou política, mas de saúde pública e de saúde individual."

19 de abril de 2011

Quase metade da população brasileira adulta está acima do peso

Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Ministério da Saúde mostra que quase metade (48,1%) da população brasileira adulta está acima do peso e que 15% dos brasileiros são obesos. Há cinco anos, a proporção era de 42,7% para excesso de peso e 11,4% para obesidade.
A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil 2010) indica que mais da metade (52,1%) dos homens está acima do peso. Entre as mulheres, a taxa é de 44,3%. Em 2006, os índices eram de 47,2% e 38,5%, respectivamente.
De acordo com a coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis, DeborahMalta, a grande preocupação da pasta é que o país tem registrado um aumento de quase 1% na proporção de pessoas com excesso de peso por ano, tanto entre homens quanto entre mulheres. No quesito obesidade, o aumento anual é de 0,5%.
O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, alertou que, caso o Brasil mantenha os atuais índices,  deverá alcançar em 13 anos os níveis de sobrepeso e obesidade registrados nos Estados Unidos. "É um sinal de preocupação", disse. Segundo ele, mulheres brasileiras com menor escolaridade têm percentual mais elevado e são as maiores vítimas do problema.
Esta é a quinta edição da pesquisa, realizada desde 2006 por meio de entrevistas telefônicas com adultos (maiores de 18 anos). Em 2010, 54.339 pessoas foram ouvidas – cerca de 2 mil para cada capital brasileira.

1 de dezembro de 2010

Expectativa de vida no Brasil passa a 73,2 anos

Expectativa de vida no Brasil passa a 73,2 anos, diz IBGE
A expectativa de vida do brasileiro cresceu perto de 3 meses entre 2008 e 2009, passando para 73,17 anos ante 72,86 anos, segundo o IBGE. Ao longo de 29 anos, o avanço na esperança de vida foi superior a dez anos, sendo que as mulheres estão vivendo cada vez mais que os homens.
As mulheres têm esperança de vida ao nascer de 77 anos, ante expectativa de 69,4 anos para os homens.
"O avanço da esperança já era esperado porque o Brasil avançou em saneamento, não tanto quanto deveria, escolaridade maior, disseminação do sistema de saúde e, hoje, a população já busca se tratar na rede hospitalar, que ainda é precária", disse o coordenador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Juarez Oliveira.
Apesar dos avanços nos últimos anos, a expectativa de vida do brasileiro continua abaixo de outros países em desenvolvimento como Venezuela (73,8), Argentina (75,2), México (76,1), Uruguai (76,2) e Chile (78,5).
No Japão, a esperança de vida ao nascer é a maior do planeta, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), de 82,7 anos, seguido de Islândia, França, Canadá e Noruega. Nos Estados Unidos, a expectativa média de vida é de 79,2 anos.
Segundo o IBGE, entre 2000 e 2009, a esperança de vida do brasileiro cresceu 2 anos, 8 meses e 15 dias, e em relação a 1980, aumentou 10 anos, 7 meses e 6 dias.
O IBGE estima que em 2050 a esperança de vida do brasileiro seja de 81,3 anos e, em 2100, de 84,3 anos.
Brasília tem a maior esperança de vida do Brasil: 75,7 anos. A taxa mais baixa foi registrada em Alagoas: 67,5 anos. Em São Paulo, a esperança era de 74,7 anos em 2009, a quinta maior do país, no Rio de Janeiro a taxa era de 73,6, a décima maior.
Em 1980 a diferença na esperança de vida entre mulheres e homens era de seis anos, de acordo com o IBGE. Já em 2009, a distância a favor das mulheres já era de cerca de 7,5 anos.
"Os homens são mais vítimas da violência e de acidentes de trânsito. Na faixa de 15 a 24 anos, há um grande número de óbitos masculinos", avaliou o coordenador do IBGE.
Segundo ele, a projeção é que em 2050 o país tenha 14 milhões de mulheres a mais que homens.
MORTALIDADE INFANTIL
A pesquisa mostra ainda a redução da mortalidade infantil nos últimos anos. De 2008 a 2009, a taxa de óbitos para cada mil nascimentos vivos recuou para 22,47, ante 23,30.
Em 2000, a mortalidade infantil era de 30,7 crianças para cada mil nascimentos, e em 1980, alcançava 69,12 óbitos.
"A expectativa de vida maior está associada à queda da mortalidade com campanhas de vacinação, incentivo ao aleitamento materno, melhoras no acompanhamento de gestantes e recém-nascidos", declarou Oliveira.
Segundo o levantamento, o Rio Grande do Sul tem a menor taxa de mortalidade (12,7 óbitos), seguido por São Paulo e Santa Catarina. Alagoas tem a maior taxa de mortalidade: 46,4 óbitos por cada grupo de mil nascimentos vivos.
A pesquisa mostra que houve um avanço nas mortes de recém-nascidos até um mês de vida e uma redução dos óbitos de um mês a um ano. Segundo o IBGE, essa é uma relação "positiva", que coloca o país mais próximo do perfil de nações mais desenvolvidas.
"As crianças que morrem com até um mês de vida normalmente têm problemas congênitos... problemas que a medicina ainda não tem solução", disse.
Entre 2007 e 2008, a taxa de mortes até um mês de vida passou de 66,7 para 67,3 para cada grupo de mil nascimentos. Já os óbitos entre um mês e um ano caíram de 33,3 para 32,7 anos.
Apesar do avanço, a taxa é maior que a de países latino-americanos como El Salvador, Colômbia, Venezuela, México, Argentina e Uruguai.
Segundo dados da ONU, a Islândia tem a menor taxa de mortalidade infantil, com 2,9 óbitos a cada grupo de mil nascimentos vivos, seguida de Cingapura (3) e Japão (3,2). Nos Estados Unidos, a cada mil nascimentos vivos, há 5,9 óbitos.
Oliveira lançou dúvidas sobre o cumprimento da meta do milênio de aproximadamente 15 óbitos a cada mil nascimentos vivos em 2015. A projeção do IBGE é que o nível chegue a cerca de 18 mortes.
*Fonte: Reuters

17 de novembro de 2010

Bebidas energéticas com cafeína propiciam alcoolismo

O consumo regular de bebidas energéticas com altos índices de cafeína favorecem o alcoolismo, revela um estudo publicado nesta terça-feira
A pesquisa, baseada em cerca de mil estudantes de universidades americanas, concluiu que consumidores frequentes de energéticos cafeinados bebem álcool mais regularmente e em maior quantidade que os demais, aumentando seu risco de alcoolismo.
Os consumidores frequentes de bebidas energéticas correm ainda mais risco de sofrer problemas relacionados ao álcool, como desmaios e ressaca, e são mais suscetíveis a se machucar, revela o estudo, liderado por Amelia Arria, pesquisadora da Universidade de Maryland.
O trabalho faz parte de uma pesquisa mais ampla sobre o alcoolismo, que será divulgada no próximo ano.
O relatório é divulgado em meio a um intenso debate nos Estados Unidos sobre os riscos de bebidas que combinam álcool e cafeína e são especialmente direcionadas aos jovens.
Michigan, Nova York, Oklahoma, Utah e Washington preparam medidas que proíbem bebidas que combinam cafeína ao álcool, do mesmo modo que muitas universidades americanas.

29 de junho de 2010

Pais têm papel fundamental para evitar o vício alcoólico dos filhos

Pais têm papel fundamental para evitar o vício alcoólico dos filhos
Carinho e responsabilidade são muito importantes na educação de adolescentes
Os pais ficam decepcionados quando descobrem que não conseguem evitar que o filho entre em contato precocemente com as bebidas alcoólicas. Festas e casas dos amigos são lugares propícios para que o álcool seja experimentado. Mas a boa notícia é que o estilo de vida dos pais pode ajudar os filhos a não desenvolver o vício pela bebida, de acordo com um estudo da Brigham Young University, nos EUA.
O estudo, que será publicado na edição de julho do Journal of Studies on Alcohol and Drugs, analisou mais de 5 mil adolescentes, entre 12 e 19 anos de idade, que foram interrogados sobre seus hábitos de consumo e sua relação com seus pais. O nível de responsabilidade e comprometimento com os filhos também foi avaliado. Por meio disso, os pesquisadores descobriram que:
- Os adolescentes menos propensos a criar o vício em bebida tinham pais muito responsáveis e afetivos;
- Aqueles pais afetivos, porém pouco responsáveis, contribuíam para triplicar os riscos da participação adolescente na bebedeira;
- Adolescentes que tinham pais extremamente responsáveis, mas pouco afetuosos tinham os índices dobrados de adquirir um vício de bebida.
- A análise estatística também mostrou que os adolescentes religiosos eram significativamente menos prováveis de beber qualquer bebida alcoólica.
Segundo os pesquisadores, a inovação desse estudo está em distinguir qualquer consumo de álcool do vício em beber. Os estudos anteriores colocavam a relação dos pais e a bebida no mesmo nível, mostrando influência modesta na melhor das hipóteses. "Se os pais não podem impedir seus filhos de experimentarem bebidas alcoólicas, eles podem ter um impacto significativo sobre o tipo mais perigoso do hábito de beber, o vício", disse Stephen Bahr, um professor na faculdade de BYU de Família, Lar e Ciências Sociais.
Os companheiros de um adolescente têm também papel fundamental sobre os hábitos e consumos destes, aí incluso o consumo de bebidas alcoólicas. Porém, os pesquisadores ressaltaram que filhos de pessoas afetivas e responsáveis tendiam a ter companhias com estilo de vida parecido. "O período da adolescência é uma espécie de período de transição e, por vezes, os pais têm dificuldade em trabalhar isso", disse Bahr. "Embora os amigos sejam muito importantes, os pais é quem são responsáveis por aquilo que o filho será."

13 de março de 2010

Geração de crianças pode viver menos que os pais

Geração de crianças pode viver menos que os pais
É grave o alerta da Organização Mundial de Saúde: 34 milhões de crianças do mundo estão acima do peso. Os pequenos têm doenças de adultos.
Chocolate, pizza, massas, doces - as deliciosas barreiras que não deixam emagrecer. Sem falar das horas e horas sentados diante do videogame ou do computador. Eles são jovens, simpáticos, conversadores e têm ótimo apetite. Particularmente para aquele tipo de comida nem um pouco aconselhada para quem já está acima do peso. 
Aline e Michel fazem parte de uma geração ameaçada. A primeira, em muito tempo, em que a expectativa de vida é menor do que a dos pais. A causa principal: o excesso de peso, um problema que começa cedo. 
“Já nasci gordinha”, confirma Aline, de 15 anos. 
Ao todo, 34 milhões de crianças em idade pré-escolar, no mundo inteiro, são obesas ou apresentam sobrepeso. A obesidade entre crianças e adolescentes vem crescendo muito nos últimos tempos. Hoje, no Brasil, 24% das crianças estão acima do peso. Isso pode levar a graves problemas de saúde.
Segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), atualmente há no Brasil crianças e adolescentes com hipertensão e diabetes tipo 2. Problemas que não existiam nas gerações passadas. 
A endocrinologista Lúcia Carraro aponta três fatores principais: má alimentação, sedentarismo e estresse. 
“São crianças muito cobradas na escola. O estresse favorece ganho de peso. É como se estresse fosse perigo para o organismo”, explica a endocrinologista Lúcia Carraro. 
A advertência da Organização Mundial de Saúde (OMS) vai mais longe. Diz que o problema da obesidade infantil tende a crescer, particularmente nos países de renda média e baixa. E, principalmente, na população pobre. 
A criança obesa chega à adolescência com grande dificuldade para perder peso. Muitas vezes se torna um adulto obeso,com os perigos que o excesso de peso traz: colesterol alto, tromboses, derrames. 
Além disso, a obesidade está associada ao aumento do risco para alguns tipos de câncer, como o de mama e o de próstata. Mas há solução. Diagnosticar cedo, exercícios e dizer "não" para a alimentação de baixa qualidade - e alta caloria.

14 de janeiro de 2010

Pastoral da Criança lamenta morte de Zilda Arns, exemplo de fé na vida


Pastoral da Criança lamenta morte de Zilda Arns
A Pastoral da Criança em Sergipe está de luto pela morte da coordenadora nacional, Zilda Arns, 75 anos, vítima do terremoto que assolou o Haiti, na noite da última terça-feira. A coordenadora estadual, Sílvia Palmeira Cruz, soube da tragédia pela televisão, ontem pela manhã, e confirmou a informação junto à coordenação nacional. Sílvia, que é pediatra, disse que a morte de Zilda é “uma perda irreparável para o Brasil e para o mundo” e que o modelo da Pastoral da Criança já é adotado em 14 países. 
“Ela foi uma verdadeira heroína no sentido de conseguir instituir, através de uma ONG, quase que um sacerdócio em defesa da vida, principalmente a de crianças e gestantes. Apesar da idade, ela ainda tinha um vigor grande e vivenciou o evangelho no sentido de ajuda ao irmão”, opinou Sílvia bastante emocionada. A coordenação da Pastoral da Criança em Sergipe deverá marcar uma missa em homenagem a Zilda Arns, que era médica pediatra e sanitarista. 
Zilda Arns esteve pela última vez em Aracaju no dia 29 de agosto de 2008 – a convite do Núcleo de Apoio à Infância e à Adolescência (NAIA), órgão do Ministério Público Estadual – para proferir uma palestra no Encontro de Articulação entre os Órgãos do Sistema de Garantias dos Direitos da Criança e do Adolescente. Ela falou sobre os bons resultados obtidos pela Pastoral da Criança, nacionalmente, como a redução de índices de mortalidade e desnutrição infantil conseguidos a partir de cuidados básicos, como a confecção de soro caseiro. 
Na ocasião, ela disse que o grande problema era a falta de equipes facilitadoras que pudessem instruir as mães a tomar tais cuidados e que um dos objetivos da Pastoral era preparar líderes comunitários para que, próximos da comunidade, exercessem a função de instruir, proporcionando a redução dos índices. “Não devemos gastar todos os nossos cartuchos em cura e reabilitação. Precisamos trabalhar primeiro na educação e prevenção”, defendeu Zilda.
 
Só em Sergipe, a Pastoral da Criança atende 23.420 crianças, 17.751 famílias, 1.273 gestantes e 
tem 1.566 líderes voluntários. Criada há 26 anos, a pedido da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a pastoral acompanha no Brasil mais de 1,9 milhões de gestantes e crianças menores seis anos e 1,4 milhão de famílias pobres, em 4.063 municípios. Seus mais de 260 mil voluntários levam fé e vida, em forma de solidariedade e conhecimentos sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres.
 

Trajetória 
Zilda Arns Neumann, 75 anos, era médica pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Também era representante titular da CNBB, do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Nascida em Forquilhinha (SC), residia em Curitiba, capital paranaense. Deixou cinco filhos e dez netos. 

O terremoto 
A médica estava em uma missão humanitária no Haiti e participava da Conferência dos Religiosos com o objetivo de motivar líderes e voluntários da Pastoral da Criança daquele país. 
No momento do terremoto, ela caminhava pela rua com um tenente quando ambos foram atingidos por destroços de um prédio que desabou. Também estava com eles a freira Rosângela Alto, de 56 anos, que viajou para o Haiti com Zilda Arns no último domingo. As duas deveriam retornar para o Brasil no próximo sábado. Há ainda a informação de que no Haiti estava a freira franciscana Rosevânia da Conceição, sergipana do município de Capela, e que atuava no Centro de Nutrição da Pastoral da Criança naquele local. Até o início da noite de ontem era desconhecido o paradeiro da religiosa, mas informações do Itamaraty, Rosevânia estaria viva, mas num local de difícil acesso. O governo estima que três milhões de pessoas foram afetadas pelo terremoto.

3 de outubro de 2009

Gentileza traz felicidade a quem a pratica


Estudos mostram que gentileza traz felicidade a quem a pratica. Projetos se dedicam a multiplicar esta virtude
Verônica Mambrini
Quem tem tempo hoje em dia para segurar uma porta aberta para alguém, dar passagem a outros carros num trânsito cada vez mais maluco, ou cumprimentar as dezenas de pessoas que se chega a encontrar num dia? É difícil ser gentil, mas mais difícil ainda é conviver com a falta de gentileza dos outros. Principalmente ao dar com uma porta fechada na cara, ter a lataria do carro amassada por um apressadinho ou passar pela sensação de ser invisível. A ideia de que ser gentil vale a pena e traz benefícios tem sido comprovada por diversos estudos.
Além disso, vários projetos têm se dedicado a multiplicar essa virtude.
Esses pequenos atos fazem parte da rotina do empresário Ricardo Christe, 36 anos. Quando chega a um restaurante ou precisa ser atendido em um balcão, a primeira coisa que faz é procurar o nome do atendente num crachá, para cumprimentá-lo. "Eu acredito em melhorar como ser humano", diz. "A forma mais difícil de se transformar é no cotidiano." Para ele, que olha com desconfiança a sociedade cada vez mais ensimesmada, ouvir mais e se interessar por quem está ao seu redor é o componente básico da gentileza. "As pessoas estão tão ilhadas nos próprios problemas que não conseguem olhar em volta. Todo o resto fica irrelevante", afirma Christe.
O professor de psicologia da Universidade do Estado da Califórnia Robert Levine fez uma experiência que comprovou que o cotidiano das grandes cidades não faz nada bem à cortesia. Levine observou a relação entre pressa e gentileza em 36 cidades americanas, avaliando a frequência de gestos como devolver uma caneta que caiu "acidentalmente", ajudar uma pessoa cega a atravessar a rua ou colocar na caixa de correio uma carta "perdida". Nova York, terceira cidade mais rápida no estudo, foi considerada a menos gentil. Rochester, no mesmo Estado, com um ritmo de vida bem mais lento, foi a mais prestativa. A experiência está relatada no livro "A Geografia do Tempo", de Levine.
Mas, afinal, vale a pena ser gentil? Para a ciência, a resposta é sim. Em um estudo da Universidade da Califórnia, a psicóloga Sonja Lyubomirsky pediu aos participantes que praticassem ações gentis durante dez semanas. Todos registraram aumento na felicidade durante o estudo. Os que praticaram ações variadas, como se oferecer para ajudar a lavar a louça, fazer elogios ou segurar a porta aberta para um estranho passar, registraram níveis mais altos e prolongados de felicidade, em comparação com quem repetiu sempre a mesma atitude com diferentes pessoas. "Gentileza e boa vontade estão relacionadas à felicidade e as pessoas que tentam ser mais gentis no dia a dia tendem a experimentar mais emoções positivas e se tornaram mais alegres", afirma Sonja. O mecanismo que explica essa relação foi mais esclarecido por um estudo da Universidade Hebraica, em Israel, de 2005. A gentileza está ligada ao gene que libera a dopamina, neurotransmissor que proporciona bem-estar.
Para algumas pessoas, ser gentil não é uma escolha, mas um ofício. É o caso de Carlos de Sá Barbosa, 35 anos, funcionário da Pel Consultoria, responsável pela segurança do Hospital Copa d'Or, no Rio de Janeiro. "Trabalhamos com um público estressado. Ninguém vai a um hospital a passeio", diz. Na rotina do supervisor de segurança, sorrisos e ouvidos dispostos a escutar são fundamentais. "Você está aqui para resolver o conflito, e não aumentá-lo", diz. Existem técnicas para não estressar mais a pessoa, como nunca abordar um cliente nervoso pedindo calma, sempre olhar nos olhos do interlocutor e dar uma atenção especial a quem está mais exaltado. "Eu trabalho na área da supervisão - lido com 55 funcionários sob minha responsabilidade, além do público externo. Se não gostar de pessoas, não dá certo", afirma Barbosa. Marcos Simões, da RH Fácil, empresa que treinou a equipe do Copa d'Or, dá esse tipo de treinamento há 20 anos. "As técnicas existem, mas é importante ter um interesse real no cliente e saber ouvir com atenção", afirma. A gentileza profissional pode ter um roteiro, mas sem envolvimento sincero não convence.



30 de junho de 2009

MEC oferece curso gratuito para professores sobre prevenção ao uso de drogas

Professores, coordenadores e gestores de escolas públicas podem participar de um curso a distância sobre prevenção ao uso de drogas. A formação é destinada a educadores que trabalham com estudantes do ensino médio e da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental. Serão abertas 25 mil vagas. O curso é gratuito e oferecido pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad) em parceria com a Universidade de Brasília (UnB).

Os interessados devem fazer a pré-inscrição até 6 de julho pela internet. Cada escola deve formar um grupo de cinco profissionais que serão responsáveis pelo núcleo de prevenção ao uso de drogas e, ao final do curso, deverão apresentar um projeto para ser aplicado na unidade. As pré-inscrições devem ser feitas individualmente. Para participar, a escola precisa ter turmas das séries que são o foco do programa, além de acesso à internet.

O curso começará em agosto e terá duração de quatro meses, com carga horária de 120 horas. O participante receberá materiais didáticos, incluindo livros e DVDs a serem enviados para a escola em que ele trabalha. Uma equipe de tutores da UNB estará à disposição para tirar dúvidas e ajudar no diagnóstico da situação da escola e na elaboração do projeto final. Ao final do curso e após a elaboração do projeto, os educadores vão receber um certificado de extensão universitária expedido pela instituição.
Se a demanda for maior do que o número de vagas disponíveis, o MEC e a Senad selecionarão os participantes do curso com base em quatro critérios: ordem de inscrição, proporcionalidade por estados e regiões, equilíbrio de vagas para o ensino fundamental e médio e atuação da escola no desenvolvimento de ações de prevenção e promoção da saúde.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (61) 3340 8561 e 3349 6007. (MEC)

10 de junho de 2009

Sono estimula criatividade e ajuda a solucionar problemas

Sono criativo

Está com um problema difícil de solucionar? Está faltando criatividade? Melhor deixar para lá e ir dormir. Segundo um novo estudo, o sono estimula a criatividade e a solução de problemas.

A pesquisa pode ter importantes implicações para entender como o sono, especificamente o sono REM, atua na formação de redes associativas no cérebro.

Sono REM

Sono REM (sigla em inglês para "movimento rápido dos olhos"), também conhecido como sono paradoxal, é a fase caracterizada pela presença de sonhos e maior atividade neuronal do que a fase não-REM.

O estudo feito por Sara Mednick e seus colegas da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, mostra que a fase REM estimula diretamente o processamento criativo mais do que qualquer outra fase do sono ou mesmo durante o período em que se está acordado.

O trabalho será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

O tempo e o sono como solucionadores de problemas

"Verificamos que, para questões ligadas ao que a pessoa está trabalhando no momento, a passagem do tempo é suficiente para encontrar as soluções. Entretanto, para novos problemas, apenas o sono REM é capaz de aumentar a criatividade", disse Sara.

Segundo ela, aparentemente o sono REM ajuda a chegar a soluções por meio do estímulo de redes associativas, permitindo que o cérebro estabeleça ligações novas e úteis entre ideias não relacionadas. Outro ponto importante é que essa característica não seria por conta de melhorias na memória seletiva.

Para identificar se as melhoras eram devidas ao sono ou simplesmente à redução de interferências - uma vez que experiências durante o período acordado interferem na consolidação da memória -, os pesquisadores compararam períodos de sono com períodos de descanso controlado sem qualquer estímulo verbal.

Formação de redes associativas

Aos participantes do estudo foram apresentados múltiplos grupos de três palavras e eles tiveram que falar uma quarta palavra que poderia ser associada com as demais. Foram feitos testes nas manhãs e no fim do dia, com os voluntários divididos entre três grupos: o primeiro que dormiu à tarde e atingiu o sono REM, outro que dormiu mas não atingiu essa fase e um terceiro que ficou em descanso sem dormir.

Segundo o estudo, o primeiro grupo apresentou um aproveitamento 40% melhor nos testes feitos após o período de sono, enquanto os demais não mostraram resultados diferenciados.

Os pesquisadores sugerem que a formação de redes associativas a partir de informações previamente não relacionadas no cérebro, que levam à solução criativa de problemas, seria facilitada por mudanças nos sistemas neurotransmissores durante a fase de sono REM.