7 de maio de 2012
22 de fevereiro de 2011
Fidel adverte que EUA poderão ordenar invasão da Líbia para controlar petróleo
26 de maio de 2010
Le Monde: O Brasil de Lula é porta voz natural das economias emergentes
É Lula pra cá, Brasil pra lá! O mundo se agita com as declarações do presidente brasileiro e com as façanhas não somente futebolísticas de seus compatriotas.
Vimos Luiz Inácio Lula da Silva repreendendo a Alemanha por sua hesitação em salvar a Grécia, e oferecendo sua mediação no conflito entre Israel e Palestina.
Vimo-lo tentando, junto com os turcos, arrefecer a questão nuclear iraniana, e apoiar os argentinos em seu conflito contra os britânicos a respeito das Ilhas Malvinas e seu petróleo.
Mas “o homem mais popular do mundo”, segundo Barack Obama, não se apoia somente em seu carisma para falar em alto e bom som. Ele representa um Brasil em plena forma que, após uma depressão causada pela crise, segue de perto a China e a Índia em termos de crescimento.
A Petrobras, grupo petrolífero que é a empresa mais lucrativa da América Latina, a Vale, líder mundial do ferro, a Embraer, que poderá muito bem superar a Boeing e a Airbus em breve no setor de aviação, são apenas alguns dos orgulhos de uma economia industrial de primeira ordem.
No setor agrícola o crescimento é comparável, e valeu ao Brasil o título de “celeiro do mundo”. Soja, açúcar, etanol, café, frutas, algodão, frango, etc. fazem dele um concorrente temível para os produtores europeus.
Agora é o Brasil, representado de forma brilhante por seu ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que mais pressiona por uma conclusão das negociações da Rodada Doha. Em comparação, os Estados Unidos parecem presos em um protecionismo de outros tempos.
Menos temido que a China ou a Índia, de populações na casa dos bilhões, mais respeitado que uma Rússia dependente de suas matérias-primas, o Brasil é o verdadeiro porta-voz dessas economias emergentes que puxam o crescimento mundial. Com o eixo econômico do mundo se deslocando para o Sul, ele pode com razão exigir que aqueles que estão substituindo os países do Norte sejam mais bem representados nas instâncias internacionais, a começar pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Sem esquecer o Conselho de Segurança da ONU, no qual o Brasil almeja uma cadeira de membro permanente.
Porque “o século 21 será o século dos países que não tiveram sua chance”, e por ele acreditar estar “na metade de [sua] carreira política”, Lula, 65, poderá se candidatar ao secretariado geral da ONU em 2012. Ele também deverá lutar para melhorar o G20, cuja influência ele considera “muito pequena”.
Continuaremos a ouvir falar do ex-metalúrgico, amigo das favelas e dos investidores. Continuaremos a ouvir falar de um Brasil no despontar de seus “trinta anos gloriosos”.
3 de dezembro de 2009
EUA e Rússia não têm autoridade para criticar Irã, diz Lula
"A autoridade moral para pedir aos outros para não terem é a gente também não ter", disse o presidente em Berlim, durante a visita oficial que realiza à Alemanha.
No mesmo contexto, o presidente lembrou que o país enriqueceu urânio para produzir energia elétrica, e que quer para o Irã "o mesmo que o Brasil tem".
"Também sou da opinião de que não se deve pressionar ninguém, mas já passaram mais de quatro anos de discussões com o Irã e, lamentavelmente, não há progressos", disse Merkel.
24 de novembro de 2009
Ahmadinejad pede assento para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU
6 de outubro de 2009
Lula: 'Se Micheletti sair, voltaremos à situação normal'
"Se aqueles que participaram do golpe de Estado deixarem o poder e permitirem que o presidente legítimo e democraticamente eleito volte ao cargo, as eleições serão realizadas em novembro e o problema será resolvido", disse Lula em Estocolmo. O presidente está na capital sueca para se reunir com líderes da Suécia e da União Europeia (UE). A Suécia está na presidência rotativa da UE.
24 de setembro de 2009
O Brasil e a crise política em Honduras
4 de junho de 2009
Que mil flores floresçam – Cuba de volta à OEA

E quando digo que foi por aclamação, registro que foi por aceitação explícita dos Estados Unidos, principal propositor da expulsão de Cuba desde 1961.
Grande Obama!
A partir de hoje, a volta de Cuba à OEA depende única e exclusivamente do governo cubano.
Essa expulsão de Cuba tem muito a ver com o Brasil.
A Revolução Cubana data de 1959, mas foi no aniversário da revolução, em 26 de julho de 1961, que Fidel Castro pronunciou o histórico discurso: “Yo soy marxista-leninista”.
Logo em seguida, os Estados Unidos convocaram uma conferência da OEA em Punta del Este (Uruguai) e, agressivamente, propuseram o bloqueio econômico e a expulsão de Cuba da organização.
(Eram tempos de Guerra Fria, e tudo o que os americanos não queriam era um foco de sovietismo em seu “quintal”, como se dizia na época. A teoria do “backyard”.)
No Brasil, era o governo Jânio Quadros. Jânio fora a Cuba, na campanha eleitoral (já revolucionária, mas ainda não marxista-leninista). Fidel, em retribuição, visitou o Brasil, no primeiro semestre de 1961.
Entretanto, com a adesão de Fidel ao marxismo-leninismo, em julho de 1961, a Conferência de Punta del Este realizou-se sob a égide do radicalismo típico da Guerra Fria.
Os Estados Unidos apresentaram a proposta de bloqueio econômico a Cuba e sua expulsão da OEA. A delegação brasileira, chefiada pelo ministro das Relações Exteriores, Afonso Arinos de Mello Franco, bateu-se veementemente contra qualquer sanção contra Cuba.
E a tese foi vencedora, ao menos por omissão. Adiou-se a decisão.
O chefe da delegação cubana, ministro da Economia Ernesto “Che” Guevara, fez escala em Brasília antes de retornar a seu país, para agradecer a atuação brasileira.
Recebido pelo presidente Jânio Quadros em 19 de agosto de 1961, Guevara foi condecorado com a Ordem do Cruzeiro do Sul, honraria tradicionalmente concedida a importantes autoridades estrangeiras.
Imediatamente, o líder dos exilados cubanos no Brasil, Manuel António Verona, articulou uma reação. Somou-se a isso a reação do líder político contra Jânio, o governador da Guanabara, Carlos Lacerda.
Lacerda, convencido, com muita razão, aliás, de que Jânio queria dar um golpe, usou a condecoração a Guevara para sua pregação contra o presidente da República.
A renúncia do presidente Jânio Quadro em 25 de agosto reforçou o debate entre pró-comunistas e anticomunistas.
Ainda mais, a condecoração a Ernesto Guevara constituiu forte argumento para o golpe de 31 de março de 1964 e para a cassação do ex-presidente Jânio Quadros, na primeira lista de cassados do Ato Institucional nº1, editado em 09 de abril de 1964.
Portanto, a decisão de hoje é histórica, não só para as Américas, porque permite a reinserção de Cuba no concerto das nações do continente, mas também para o Brasil, tendo em vista as ligações entre a condecoração do ministro Guevara e a queda de Jânio Quadros, sua cassação e, de certa forma, a preparação para o golpe de 64.
A data realça a radicalização da Guerra Fria e as bobagens perigosas cometidas pelos generais brasileiros.
Que Cuba seja bem-vinda à OEA e ao concerto das nações democráticas do continente americano.
Que a frondosa árvore de democracia possa florescer também em solo cubano!
* Por: Lúcia hipólito
3 de junho de 2009
OEA revoga suspensão a Cuba depois de 47 anos
A decisão abre caminho para a volta de Cuba à organização.
Após dias de impasse, os países membros da OEA (Organização dos Estados Americanos) decidiram nesta quarta-feira levantar a suspensão imposta a Cuba ainda na Guerra Fria, o que pode permitir que a ilha seja reincorporada ao sistema interamericano.
"A resolução sexta, adotada em 31 de janeiro de 1962 na 8ª reunião da qual se excluiu o governo de Cuba, fica sem efeito na Organização dos Estados Americanos", afirmou a chanceler de Honduras, Patricia Rodas, ao ler a resolução do organismo.
"Que a participação de Cuba na OEA seja resultado de um diálogo realizado a pedido do governo de Cuba e de conformidade com a prática e os princípios" da entidade, acrescentou.
Cuba foi suspensa da OEA em 1962. Na ocasião, os países membros consideraram o regime adotado pela ilha incompatível com os princípios da entidade.
"Hoje demos um passo histórico", disse Ruy de Lima Casaes e Silva, embaixador brasileiro na OEA. "Enterramos o cadáver insepulto que era um obstáculo para um sistema interamericano inclusivo e solidário."
Para o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, a medida corrige um "erro histórico".
"Todos os Estados têm o direito de eleger, sem ingerência externa, seus sistema político, econômico e social", afirmou Zelaya, logo após a leitura da resolução. "A Guerra Fria terminou hoje, aqui
"Milagre"
A decisão surpreendeu as expectativas dos chanceleres reunidos
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, deixou a reunião na noite da segunda-feira advertindo que não havia consenso entre os países e que a posição dos Estados Unidos estava praticamente isolada.
Ao abandonar o encontro, Hillary disse que uma delegação americana acompanharia o prosseguimento da reunião e continuaria pressionando os outros membros da OEA para chegar a um resultado que os Estados Unidos pudessem apoiar.
A reincorporação de Cuba à OEA também depende ainda do governo cubano. Tanto o líder Fidel Castro como seu irmão e presidente, Raúl Castro, afirmaram que não estão interessados em voltar à entidade por considerarem que trata-se de um "instrumento" dos Estados Unidos para o controle regional.
Em seu último artigo, Fidel Castro acusou a OEA de ser "cúmplice" de crimes cometidos contra Cuba.
* Fonte: Cláudia Jardins - de Caracas para a BBC Brasil
18 de maio de 2009
Presidente Lula receberá Prêmio pela Paz da UNESCO em Paris
Cerimônia de premiação acontecerá no próximo dia 7 de julho
Brasília, 15/5/2009 – "A entrega do Prêmio pela Paz Félix Houphouët-Boigny 2008 ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforça o valor da história de superação de um operário que, eleito presidente da República, colocou as questões sociais no topo da agenda política. Esta premiação é motivo de grande satisfação.” Assim, o Representante da UNESCO no Brasil, Vincent Defourny, expressou seu contentamento pela concessão do prêmio ao presidente da República, lembrando que entre esses temas estão a eliminação da miséria extrema, a redução da pobreza e a valorização da educação para todos. Anunciada nessa quarta-feira.
O Diretor-Geral da UNESCO, Koichiro Matsuura, também felicitou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela escolha de seu nome para receber o Prêmio pela Paz Félix Houphouët-Boigny 2008, concedido anualmente pela Organização. Em carta, Matsuura expressa o reconhecimento pelas ações do presidente “em favor da paz, do diálogo, da democracia e por sua alta contribuição para a erradicação da pobreza e proteção dos direitos das minorias”.
A cerimônia de premiação será realizada no dia 7 de julho, na sede da UNESCO,
A paz é uma atitude
“A paz não é uma palavra vazia, mas uma atitude”, dizia Félix Houphouët-Boigny, ex-presidente da Costa do Marfim e importante ator do processo de descolonização da África. Criado em 1989, o prêmio que leva seu nome homenageia pessoas, organizações e instituições que tenham contribuído significativamente para a promoção, a pesquisa, a preservação e a manutenção da paz em conformidade com a Carta das Nações Unidas e a Constituição da UNESCO.
Além de Kissinger e Esquivel, o júri do prêmio tem como integrantes nomes conhecidos por suas atividades em favor da paz, como o ex-presidente de Portugal Mario Soares, o ex-ministro da Justiça francês Jean Foyer e o ex-presidente da Corte Internacional de Justiça Mohammed Bedjaoui.
Entre as personalidades já homenageadas pelo prêmio estão Nelson Mandela e Frederik De Klerk (1991); Yitzhak Rabin, Shimon Peres e Yasser Arafat (1993); Jimmy Carter (1994); e o ex-presidente da Finlândia Martti Ahtisaari (2007).
No Brasil
Várias políticas públicas originais implementadas pelo presidente Lula contaram com a parceria da UNESCO no Brasil. Entre as parcerias com o governo brasileiro estão ações de combate à miséria extrema, como o Bolsa Família, com o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome; a implementação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI), com o Ministério da Justiça; a implementação do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), com o Ministério da Educação; e ações em favor da valorização da cultura afro-brasileira, com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC (SECAD) e o Ministério da Cultura.
“O trabalho desenvolvido pelo presidente Lula demonstra seu empenho em transformar o Brasil em um país mais humano, mais justo e com igualdade social”, comenta Vincent Defourny. A atuação da UNESCO no Brasil está alinhada com as prioridades do país, que se concretizam na construção de políticas públicas que levem em conta a consolidação do respeito aos direitos humanos.
20 de abril de 2009
Chávez dá livro sobre América Latina a Obama
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, presenteou com um livro o líder americano, Barack Obama, antes da reunião que será realizada na manhã deste sábado, entre presidente dos EUA e os governantes da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). De acordo com a CNN, o livro é um exemplar de As veias abertas da América Latina e estaria autografado pelo autor, o uruguaio Eduardo Galeano.
Fontes da presidência venezuelana informaram que Chávez deu a Obama uma edição em inglês deste ensaio sobre o saque dos recursos naturais que sofrido pelo subcontinente latino-americano do século XV até o fim do século XX. O livro é citado com freqüência por Chávez.
O gesto é mais um sinal de aproximação entre os dois líderes, de acordo com a ANSA, cujas presenças em Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago, geravam expectativas quanto a um eventual enfrentamento de discursos.
Obama declarou que além de "muito o que aprender", tem "muita vontade de ouvir" os líderes da União de Nações Sul-americanas (Unasul).
O começo do encontro foi marcado por um tumulto envolvendo os jornalistas que tentavam entrar na sala. Na confusão, alguém acabou deixando o local às escuras, e Obama, brincando, perguntou: "Rapazes, quem apagou a luz?".
Ontem, antes do início da sessão de abertura da Cúpula das Américas, ambos se cumprimentaram com um aperto de mãos e sorrisos. Dirigindo-se a Obama, Chávez afirmou que com a mesma mão, há 8 anos, havia cumprimentado George W. Bush. "Quero ser seu amigo", complementou.
O venezuelano chegou para a reunião da Unasul com uma de suas habituais camisas vermelhas e ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já Obama, de terno, ficou próximo da mandatária chilena, Michelle Bachelet.
Segundo informações divulgadas pelo governo chileno, que exerce a presidência da Unasul, a reunião de hoje deverá tratar principalmente do impacto da crise econômica internacional na região.